//
Você está a ler ...
Actualidade, Bwizer, Hugo Belchior

Bwizer: como enfrentamos a “crise”?

Nesta minha primeira entrada no nosso blog, uma ferramenta através da qual pretendemos, de forma mais direta e pessoal, interagir com os nossos clientes e amigos, decidi abordar um tema que me é particularmente caro: o futuro profissional dos profissionais de saúde, especialmente dos mais novos.

É sabido que a situação macro-económica portuguesa (e de grande parte do mundo, convenhamos) não é a melhor o que, inexoravelmente, se reflecte na vida de cada um. Há sectores mais afectados e outros menos e, a saúde, não sendo porventura onde os impactos se têm sentido de forma mais violenta é, ainda assim, um sector em clara transformação. Para isto contribui certamente a transformação económica mundial, com a emergência de nações até agora “menos relevantes”, bem como o envelhecimento das sociedades ocidentais. Todas estas alterações, que aqui apenas afloro, trazem uma pressão que não podemos ignorar, aos frágeis orçamentos dos estados que, por sua vez, acaba por se reflectir na vida profissional de todos os que trabalham na área da saúde uma área na qual, a presença direta ou indirecta do estado, é muito marcada.

Por um conjunto de razoes, estes impactos notam-se especialmente junto dos mais jovens que, muitas vezes, se vêm confrontados com dificuldade em arranjar emprego e, quase sempre, com realidades salariais e de evolução de carreira que não alinhadas com as expectativas que tinham desenvolvido.

Ora, o que fazer?

Não tenho qualquer pretensão de ter a resposta a esta pergunta. Partilho por isso, apenas, a minha perspectiva das coisas. E, aquilo que penso, e que procuro aplicar na minha própria vida, é que não é eficiente gastar energias lamentando-nos; essas energias, aplicadas numa real tentativa de, individualmente, tomar as rédeas das nossas vidas, tem um retorno potencial bem maior.

Mas, ainda assim, repito, o que fazer?

Trabalhar, com inteligência, procurando ganhar competências e diferenciação.

Admito que isto possa soar a chavão e até ser mal interpretando, pensando-se que digo que quem todos os dias se esforça no seu local de trabalho, sem atingir aquilo que se propôs, não está a fazer o que deve ser feito. Nada disso. Pelo contrário; penso que o ponto de partida tem sempre que ser um trabalho bem feito, diariamente, com brio e profissionalismo. É que, não sendo estes ingredientes garantia de sucesso, a sua ausência será provável garantia de insucesso no longo prazo. Mas, retomando o ponto anterior, julgo haver dois pontos fundamentais: ter noção que tudo é um “jogo” relativo, pelo que cada um se deverá esforçar por ter competências mais raras e valiosas e, para além disso, criar um networking forte e relevante.

Neste processo, a formação continua ganha um papel fundamental, não apenas pelo que traz a nível de competências técnicas e conhecimento cientifico mas também, muito, pelo facto de aproximar pessoas e, dai, surgirem relações que podem ser benéficas para todos.

Na Bwizer estamos orgulhos de sentir que, à nossa maneira, contribuímos para este processo. Nas inúmeras formações que organizamos, para além do conhecimento que catalisamos, pomos centenas de pessoas em contacto, formadores e formandos, empregadores e potenciais colaboradores, empresas e clientes. Ficamos aliás muito felizes por saber que já proporcionámos oportunidades reais a várias pessoas.

Depois, procuramos ainda ser um elemento ativo na rentabilização do conhecimento dos profissionais de saúde, desafiando diferentes pessoas a partilharem o seu conhecimento com os outros, criando assim novas oportunidades àqueles que foram apostando no seu próprio conhecimento e formação e que, a certa altura do seu percurso, podem já ser formadores dos seus pares.

Dentro disto, há algo que fazemos cada vez mais e que é algo a que, pessoalmente, dou uma atenção especial: criação de oportunidades para profissionais mais novos mas a quem identificamos um elevado potencial. Sabemos os riscos que corremos com esta estratégia, desde logo junto de algum “poder instalado” mas, na Bwizer, não apregoamos sem fazer; Implementamos os princípios que elencamos e, um dos princípios fundamentais é que, independentemente da idade, a competência e a coragem devem ser recompensados e reconhecidos. Mais, achamos que é nosso dever demonstrar à comunidade que há gente, alguma bastante jovem, que merece palco e uma oportunidade.

Tomaria por isso a liberdade de desafiar cada um a que siga um caminho de diferenciação e de ganho claro de competências. Esse caminho, devidamente cimentado por uma postura construtiva e de profissionalismo, terá certamente a sua recompensa. Se, como sociedade, nos negarmos a reconhecer o mérito e a competência então, perdemos todos.

Acredito verdadeiramente que há inúmeras oportunidades por aí. Muitas vezes, o que faltará, é um pequeno empurrão ou um novo olhar que as reconheça. Do nosso lado, tudo faremos para contribuir para um futuro (mais) risonho a quem tenha a gentileza de se juntar a nós nesta viagem.

(Hugo Belchior, é o Director e um dos co-fundadores da Bwizer e periodicamente irá contribuir para o enriquecimento deste espaço. )

Discussão

Ainda sem comentários.

Participe! Deixe um comentário ...

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: