//
Você está a ler ...
Actualidade, Bwizer, Cursos, Emprego, José Vidrago

Um investimento com retorno

O desemprego é, em particular nos tempos que correm, um tema incontornável.

A taxa de desemprego em Portugal era, em Junho de 2013, de 17.4% (fonte: Eurostat). Trata-se de um valor historicamente elevado e que compara mal no contexto Europeu (a taxa de desemprego da Zona Euro, também em Junho de 2013, é de 12.1%).

Este é um problema que parece afectar particularmente os jovens: a taxa de desemprego para pessoas menores de 25 anos situa-se, em Portugal, nos 41%; o mesmo indicador tem, na Zona Euro, o valor de 23.9%.

Estas taxas correspondem à percentagem de jovens (15-24 anos) activos desempregados e não à percentagem de jovens desempregados. São consideradas inactivas as pessoas que estejam a estudar ou em treino, doentes ou inválidas.

Há em Portugal, aproximadamente, 1,13 milhões de pessoas com idade compreendida entre 15-24 anos. Destas, cerca de 700 mil são inactivas (i.e., sobretudo estudantes), 250 mil empregadas e “apenas” cerca de 175 mil desempregadas…

O problema do desemprego entre os jovens existe – dos cerca de 425 mil activos, 41% não tinham emprego.

O que nos leva a um segundo ponto: o da importância do grau de formação neste indicador.

Muito se tem falado do desemprego de licenciados, dando particular enfoque ao respectivo crescimento. Atentemos nos números (Taxa de Desemprego 25-64 anos, fonte: Eurostat):

Portugal (Zona Euro)

Grau de Formação

Primário

Secundário

Terciário

2010

11.8% (14.8%)

9.7% (7.8%)

6.3% (5.5%)

2011

13.3% (15.4%)

10.9% (7.7%)

8.0% (5.6%)

2012

16.0% (17.9%)

14.5% (8.6%)

10.5% (6.4%)

O desemprego aumentou para pessoas com todos os níveis de educação, em Portugal e na Zona Euro. Mas o indicador continua a ser significativamente mais baixo, 10.5% (Portugal, 2012), para quem tem formação superior (média independentemente da área de formação) do que para quem a não tem (16.0% e 14.5%, respectivamente, para pessoas com escolaridade primária e escolaridade secundária). A educação é um investimento que se traduz numa menor probabilidade de desemprego.

Gostaria, por fim, de reflectir sobre um aspecto crucial relacionado com este tema: qual o ganho médio (em termos de rendimento) de uma pessoa com educação superior em relação a uma pessoa com educação secundária?

Os valores disponíveis (Rendimento Pessoa com Grau Formação Terciário) dizem respeito a 2011 e são (fonte: OCDE):

25-64 Anos

25-34 Anos

55-64 Anos

Portugal

170

158

191

OCDE

161

154

174

Referência: rendimento pessoa com ensino secundário = 100

O que estes números evidenciam é que o investimento em educação superior é uma excelente forma de aumentar o rendimento. Na OCDE e, ainda mais, em Portugal.

Por exemplo, uma pessoa com ensino superior em Portugal (mais uma vez, média independentemente da área de formação), entre os 25 e os 34 anos de idade, aufere em média 58% mais rendimento que uma pessoa, do mesmo escalão etário, que apenas tenha escolaridade secundária.

Embora desconheça análises semelhantes especificamente para o sector da saúde, não parece difícil concluir pelo argumento de que a educação e formação constituem, de facto, um investimento de elevado retorno. Em Portugal e no estrangeiro. E é para ajudar os seus clientes a potenciarem esse investimento que a equipa Bwizer trabalha.

(José Vidrago, é o Chief Operating Officer e um dos sócios da Bwizer, e periodicamente irá contribuir para o enriquecimento deste espaço. )

Discussão

Ainda sem comentários.

Participe! Deixe um comentário ...

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: