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Sucesso à primeira vista | Career Talks

Não somos nenhum Daniel Oliveira, a perguntar o que diz a luz dos teus olhos, mas tentamos dar o nosso melhor na primeira edição do Career Talks, com Eduardo Merino, a perguntar que significado tem toda a sua vida para partilharmos com os presentes.

O convidado, que parecia habituado aos holofotes, com jeito para a fama, conversou de forma descontraída sobre os passos que o levaram a estudar Fisioterapia e as suas escolhas profissionais. Mas, como toda boa pessoa, também deu conselhos que inspiram e incentivam valores pessoais.

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Eduardo Merino

De acordo com Merino, tudo o que almejou fazer ao longo dos últimos 12 anos foi resolver, todos os dias, problemas que as pessoas têm e ter mais ferramentas adequadas para os utentes, assim como eficazes. Quando era jovem, queria ser veterinário. Cresceu no meio dos animais e tinha incentivo do avô. Também sempre gostou de competir, foi federado em alguns desportos, mas teve uma entorse, que o fez recorrer a um fisioterapeuta.

A partir daí, fez-se luz. Merino achou curiosa a “magia” com que o profissional trabalhou a sua lesão. Diz ele que foi um amor arrebatador, como os amores de verão. Naquela época, não havia grandes referências na Fisioterapia, a não ser os próprios professores do curso. Teve sorte por fazer Erasmus em Valência, onde conheceu um senhor que fazia maravilhas com as mãos, simples e eficazes, que o fez ter ainda mais interesse pela Osteopatia quando regressou a Portugal.

Humilde, o fisioterapeuta tenta, hoje, ser a referência que não teve. Gostava de ter tido uma espécie de Eduardo Merino nos tempos de estudante. E ainda afirma: “se quer trabalhar na área privada, tem que estar a evoluir todos os dias”. A dica do mestre é adaptar o que tu gostas à tua realidade. Não copiar nada a ninguém, ter referências que resolvam por si só.

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A plateia do Career Talks

Sobre os tempos económicos que o País enfrenta, ele não tem dúvidas. O mercado diferencia claramente as pessoas que se adaptam dentro da sociedade. Além da adaptação, tem que haver amor. Em primeiro lugar, Merino tem uma grande paixão por viver. Declara que é sempre mais fácil chorar do que sorrir, falhar um penálti do que marcá-lo, mas é daqueles que sempre faz o que lhe compete. Numa consulta, ele não trata apenas da dor. O fisioterapeuta quer influenciar, do ponto de vista positivo, a vida de um paciente, fazê-lo perceber que aquele sofrimento que está a passar tem seu histórico de acontecimentos e escolhas que fez para viver.

Ao fim, ressaltou que hoje em dia qualquer profissão no mercado de trabalho está “lotada”. O pormenor está na procura das pessoas pela diferença. E Merino aceita as diferenças no seu ambiente de trabalho, aliás, suplica por elas. Quem tiver uma boa ideia de projeto dentro da fisioterapia que o procure, as portas estão abertas.

Dos estudos à carreira de sucesso, de uma boa base familiar ao livro que estuda escrever, Eduardo Merino foi, certamente, uma boa aposta para abrir o Career Talks. Bom para quem o ouviu, e viu, em direto, uma referência da fisioterapia.

“Nós, os portugueses, somos bons. Um povo trabalhador, que gosta de aprender, que é humilde e que se desenrasca. É isto que nos destaca e, na minha opinião, somos dos melhores do mundo”.

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Eduardo Merino e Hugo Belchior, CEO Bwizer

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