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“O futuro da enfermagem passará inevitavelmente por aqui…”

“O futuro da enfermagem passará inevitavelmente por aqui (…)As diferentes vertentes do saber
e do cuidar não podem, nem devem ser negligenciadas.”

Ricardo Rodeia, formador do curso de “Acupuntura para Enfermeiros” e “Shiatsu” desenvolvidos em parceria com o Fórum Enfermagem, apresenta a importância da Medicina Tradicional Chinesa na prática clínica dos enfermeiros.

“A acupunctura está imersa em princípios filosóficos muito profundos e paradoxalmente, de reconhecida e comprovada validaIMG_8427-2de cientifica. Quando se fala da falta de credibilidade cientifica da MTC e Acupunctura, faz-me lembrar do problema da crise energética mundial, a dependência do petróleo, e da falta de iniciativa que existe em investir em fontes de energia alternativas. Não se quer mudar o rumo das coisas de um momento para o outro, pois isso seria catastrófico para todos os interesses instalados e por isso se mantém uma proteção que chega a ser agressiva e resistente ao processo gradual de mudança. A acupunctura é, neste sentido, uma fonte de energia alternativa,… literalmente (risos).  

Para mim a acupunctura é, acima de tudo, uma arte e um modo de vida. É impossível negar a evidência patente nos seus mais antigos fundamentos taoistas, no que é a experiência humana de “viver”.

Quando comecei a estudar enfermagem, em 94, contactei pela primeira vez com o conceito de “Holismo”. Pudesse este conceito representar a visão da saúde humana num sentido mais lato e global, falava-se então da ideia da observação da pessoa, como um ser bio, psico, socio, cultural, espiritual e ecológico. Carecia, no entanto, de qualquer coisa que tornass
e esta “utopia”, numa realidade viável e tangível. Parecia-me, na altura, ser uma “bagagem” demasiado complexa para poder ser alcançável. Depois percebi, que no terreno, na vida real da profissão de enfermagem, o modelo médico, cientifico e os modelos de gestão institucional eram, na maioria dos casos, um entrave à realização desse desígnio da profissão. Descobri na acupuntura e nos fundamentos da Medicina Tradicional Chinesa, um sistema de diagnóstico e tratamento muito mais verdadeiro no que diz respeito à natureza humana e uma visão holística tão antiga como actual e verdadeira.

Encontrar e integrar novas metodologias, técnicas e instrumentos de intervenção na área de enfermagem deve constituir um dever.

A acupuntura enquanto método diagnóstico e técnica de intervenção tem vindo a dar provas evidentes do seu sucesso, pelo que tem conquistado a população em geral, graças à eficácia dos seus resultados. Reconhecido pela OMS desde 1979, e com  milhares de estudos científicos publicados, não existe atualmente duvidas sobre a sua eficácia em inúmeras situações patológicas. É uma forma ancestral de tratamento que chega viva e em expansão aos nossos dias, e é também uma forma de arte em si mesmo, no modo de detecção dos pontos e de inserção das agulhas. Por tal, foi reconhecido em 2010, pela UNESCO como Património cultural intangível da Humanidade, tal e como o nosso “Fado” o é.

Nos primeiros anos de trabalho em acupuntura, possuía algum conhecimento teórico e pouca experiência prática. Se S. Tomé precisava de “ver para querer”, eu precisava “fazer para querer” e comprovar resultados, a partir da experiência.

Nesta minha experiência clínica de 12 anos, pude constatar que em várias situações de doença, a acupuntura chega a ser mais eficaz que os tratamentos c1318onvencionais. É o caso de inúmeras condições de Dor e Patologias Músculo-esqueléticas.

Os enfermeiros são, regra geral, profissionais abertos a novos métodos e técnicas de intervenção que possam constituir uma competência acrescida no âmbito assistencial em enfermagem. Integrar novas intervenções que possam corresponder a diversos Focos para a Prática de Enfermagem. Neste sentido, faz todo o sentido (perdoe-me a redundância), um contacto com a Medicina Tradicional Chinesa em áreas como a acupunctura, e até Shiatsu, Reflexoterapia, Massagem Tui Na, e entre outras.Já não são raros os casos de enfermeiros espalhados pelo país, com intervenções integrativas nestas áreas e também noutras ainda não regulamentadas como Reiki, Toque terapêutico, Hipnoterapia, Arte terapia, etc.

Os diferentes profissionais de saúde já abraçaram estas áreas. O futuro da enfermagem passará inevitavelmente por aqui, se não quiser desaparecer do mapa, na importância social que desempenha. As diferentes vertentes do saber e do cuidar não podem, nem devem ser negligenciadas.

Nesta óptica, parece-me que de futuro, a opção passará entre exercer em paralelo duas actividades com um Reconhecimento superior (“dupla Licenciatura”), ou desenvolver de forma integrada e integrativa a prática profissional de enfermagem, em convivência e complementaridade.

A sociedade está em constante desafio e mudança. Qualquer mudança que se vislumbre benéfica, será louvável e deverá ser apoiada e desenvolvida.

A enfermagem deve responder a estes desafios, adaptar a sua mentalidade e modernizar-se. É isto que deveria acontecer.

É um imperativo confirmado pelas tendências comportamentais que a sociedade em evolução, exige. Resta saber o que é que as instituições poderão vir a oferecer e devolver à sociedade. “

Curso de “Acupuntura para Enfermeiros: Dor e Patologias Musculo-esqueléticas” em Junho no Porto. Saiba mais aqui! 

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