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Afinal o que são as Muscle Energy Tecniques?

transferir (1)Esta é uma ferramenta adicional para o leque de recursos do Terapeuta Manual que ajuda a libertar e relaxar os músculos, favorecendo os mecanismos naturais de cura do corpo.

As Muscle Energy Tecniques (MET) são únicas na sua aplicação: o cliente tem uma participação ativa iniciando o movimento e esforço inicial, enquanto o terapeuta facilita todo o processo. A força primordial origina-se a partir da contração dos tecidos moles que é, então, utilizada para ajudar e corrigir a disfunção músculo-esquelética.

As MET são geralmente classificadas como uma técnica direta porque o esforço muscular é a partir de uma posição controlada, numa direção específica, contra uma força contrária distal. Um dos principais objetivos da utilização deste método é normalizar amplitude articular, ao invés de aumentar a flexibilidade. Estas técnicas podem ser usadas em todas as articulações com amplitude limitada de movimento, identificados durante a avaliação física do utente – avaliação passiva.

Os benefícios de utilização desta técnica são variados e incluem:

– Normalização do tónus muscular em músculos hipertónicos;

– Fortalecimento muscular, especialmente em casos de atrofia;

– Preparação para o alongamento muscular;

– Melhoria a nível da mobilidade articular;

Os principais efeitos das MET podem ser explicados por dois mecanismos fisiológicos: relaxamento pós-contração isométrica e a inibição recíproca.

No que toca ao relaxamento pós-contração isométrica, quando esta contração é sustentada, ocorre um mecanismo de feedback neurológico através da medula espinal para o próprio músculo, resultando no relaxamento muscular e reduzindo-se, assim, o tónus do músculo contraído. Este relaxamento tem uma duração de cerca de 20 a 25 segundos, durante o qual os tecidos podem ser mais facilmente manipulados, atingindo-se um novo comprimento muscular em repouso.

Na inibição recíproca, a redução do tónus depende do efeito fisiológico inibitório sobre os músculos antagonistas durante a contração muscular. Quando os neurónios motores do músculo agonista recebem impulsos excitatórios da via aferente, os neurónios motores do músculo antagonista (oposto ao movimento) ficam sob a influência aferente de impulsos inibitórios. Segue-se que a contração ou o alongamento extra do músculo agonista deve provocar relaxamento ou inibição do antagonista e que um estiramento rápidoSpianl4 do agonista irá facilitar uma contração.

As MET podem ser usadas tanto em condições agudas como crónicas, mas a técnica terá de ser adaptada e adequada tendo em conta a intensidade e duração dos sintomas.

Quando comparadas com outras técnicas como o PNF (Facilitação Neuromuscular Propriocetiva), as MET são uma forma leve de alongamento, sendo, portanto, mais adequadas para a reabilitação do utente. A maior parte das condições que envolvem encurtamento muscular envolvem músculos posturais, uma vez que estes são constituídos predominantemente por fibras de ativação lenta. Assim, um alongamento mais suave é sem dúvida a opção mais adequada.

Não perca a oportunidade de aprender com John Gibbons, uma referência na Terapia Manual a nível mundial no curso de “Muscle Energy Tecniques” em Setembro no Porto. Saiba mais aqui: http://bit.ly/1qHBLWm.

fonte: http://www.fht.org.uk 

 

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