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Abordagem Individualizada ao atleta – PARTE I | por João Peralta

600px_e54bfd0d99641b719425Quando se fala de individualização do processo de treino, encontramos duas realidades muito afastadas, no que se refere à aceitação deste conceito.

No ceio das modalidades individuais este é um conceito aceite, lógico e quase de senso comum, onde se percebe a importância de cada atleta treinar de acordo com as suas características individuais (físicas, mentais, técnico-tácticas), objectivos, estado de forma e/ou maturação biológica, fase da época, etc.

No entanto, no meio cultural das modalidades colectivas, quando se fala de treino individualizado do atleta é certo que se estará no centro de um tema que gera muita controvérsia.

Por natureza, as modalidades colectivas geram muitas paixões e desde o advogado, ao dono da mercearia, ou mesmo o político ou professor de história, todos têm uma opinião formada e pronta a ser dada quer numa conversa de café, espaço média ou programa televisivo. Ao mesmo tempo, vivemos numa era onde profissionais do desporto têm acesso a informação abundante, e onde, sem as correctas bases e Know-How se torna difícil filtrar a boa/má informação, bem como, na procura da obtenção de sucesso, fugir à tentação de “copiar” supostos modelos de treino, que nos chegam como verdades absolutas e guidelines a serem seguidas sem sentido critico. 

Assim, quando se fala de individualização do processo de treino, ouvindo os vários intervenientes, deparamos-nos com opiniões divididas entre quem é a favor ou contra, sendo que, não são poucas as vezes que esta discussão se baseia em opiniões de senso comum, com pouco rigor científico ou desprovidas de qualquer base teórico-prática. Neste sentido, encontramos um crescimento de opiniões e abordagens que separam/afastam/dividem conceitos e metodologias que deviam existir em harmonia e complementaridade.

Separa-se o “corpo” da “cabeça”, esquecendo não só que um não existe sem o outro, como se influenciam mutuamente.

– De que serve um “corpo fit” numa “cabeça” sem capacidade de interpretar correctamente as opções tácticas?

– De que serve um “cérebro evoluído” num “corpo” que não consegue dar seguimento às acções técnico-tácticas?

– De que serve uma capacidade técnico-táctica aprimorada que vacila nos últimos momentos do jogo por fadiga ou stress competitivo?

Surge-nos asjoao_peralta_1205042806sim o conceito do atleta por trás do jogador. Um atleta que necessita evoluir em todas as suas dominantes (técnico-táctica, física, mental, social, etc) de forma a que seja capaz de se integrar e respeitar as necessidades da equipa e exigências do processo de treino e momento competitivo. Um atleta injury free, com níveis de performance atlética elevados e que recupere rápido entre esforços/treinos/competições. Um atleta ao serviço das necessidades da sua equipa e exigências do seu treinador. Um atleta que necessita, desta forma, de uma abordagem individualizada ao seu processo de treino.

João Peralta

Licenciado em Desporto e Educação Física pela FADEUP com Especialização em Treino de Alto Rendimento no Atletismo e formador do curso de Treino Individualizado para a Performance (http://bit.ly/1uM89ou).

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