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Bwizer, Comunicação, Hugo Belchior

O Compromisso | por Hugo Belchior

commitment.jpgArriscaria dizer que todos estamos de acordo que só alguém comprometido com um objectivo o pode alcançar, pelo menos de forma sistemática e sustentável.

Isto aplica-se a fazer dieta, exercício e estudar, por exemplo. Posso atingir o peso que quero, se não estiver genuinamente comprometido com esse objectivo? E posso ser o melhor aluno do meu curso se não estiver, dia após dia, comprometido com esse objectivo? Posso ser um grande profissional se não caminhar nesse sentido, sempre?

A mesma lógica aplica-se à reabilitação; o compromisso de um paciente com o seu processo de cura é fundamental para o resultado final. O mesmo para a performance atlética.

Pergunto-lhe, como profissional do desporto ou da saúde, como acha que é a sua capacidade de influenciar o compromisso do outro? É capaz de motivar os seus clientes ou envolver os seus pacientes no seu processo de cura/ melhoria da sua saúde? É algo que o diferencia dos demais?

Seja como for, creio que estaremos também de acordo se disser que, por melhor que seja a sua competência, a grande responsabilidade será sempre do próprio indivíduo. Do cliente.

É por isso que tenho até algumas reservas ao conceito de motivação tal como muitas vezes parece ser apresentado; algo que depende de uma “injecção” externa. Não! A motivação e o compromisso são sempre, em última análise, decisões individuais e para as quais os elementos externos só marginalmente podem contribuir.

Reconheço ser um assunto complexo. E importante. Tão mais importante quando falamos de performance e processos de cura – os que, naturalmente, tenham uma dimensão de controlo por parte do paciente, o que nem sempre acontece. Sem o envolvimento e compromisso do destinatário da intervenção, o caminho será muito mais penoso e de resultados bem menos sólidos.

Neste sentido, sugiro que confronte o seu paciente, cliente, parceiro ou colaborador se não encontrar nele o nível de compromisso que considera necessário para o resultado final. Faça-o perceber que i) sem um adequado nível de compromisso não atingirá os objectivos definidos, ii) o nível de compromisso é, em última análise, uma decisão que é dele.

Se, apesar dos seus melhores esforços não conseguir obter o nível de compromisso mínimo que considera ter que existir, pense bem se faz sentido manter aquela relação. Não apenas não vai atingir o resultado que queria atingir como, muito provavelmente, ainda vai ser acusado de responsabilidade nesse processo. A culpa ainda será sua…

O povo é sábio; todos sabemos que há que remar para o mesmo lado senão, saímos todos mais cansados e não chegamos a lado nenhum.

Se quer remar em dihugo2recção à meta e o seu cliente, paciente, parceiro ou colaborador quer remar noutro sentido qualquer, só há uma coisa lógica a fazer quando tudo o resto já falhou: livre-se dele. Rapidamente. Fará um favor a ambos.

Tem objectivos para si, para a sua carreira e seus projectos, para a sua vida? Está determinado a atingi-los? Então, há que ter ânimo e clareza de pensamento. E, se tiver que ser, não tenha medo de tomar decisões um pouco mais radicais. A vida é sua e passa depressa. 

texto de Hugo Belchior

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