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Abordagem Individualizada ao atleta – PARTE II | por João Peralta

15012104590365Quando falamos de abordagem individualizada ao atleta surgem-nos, desde logo, algumas questões. A primeira prende-se com o Porquê!?, sendo que esta questão já foi devidamente abordada no artigo prévio. As perguntas subsequentes deverão ser o Quem?, o Como!? e o Quando!?

Falamos de abordagem individualizada, então, procuremos efectivamente individualizar, respondendo à questão Quem?

Desde logo, precisamos saber o que diferencia este atleta dos demais. Quais são as suas características que poderão influenciar a planificação do seu processo de treino e a definição de objectivos? Qual o seu passado desportivo? Qual o historial de lesões, experiência e base de treino, etc.

A avaliação surge assim com uma ferramenta essencial. Avaliações de performance atlética, bem como baterias de avaliações de movimento e postura, são hoje uma temática consensual e são comummente utilizadas em vários contextos. Com acesso a material mais ou menos hightech, esta deverá indubitavelmente fazer parte do processo, respeitando sempre princípios como a praticabilidade, a especificidade, a precisão, a validade e a relevância. Destas avaliações deverão ser retirados dados que nos permitam definir quais os objectivos de treino e qual o caminho a seguir para os alcançar.

Definido o Quem?, podemos arrancar para o Como? e, quanto maior for a nossa capacidade de retirar informação da primeira pergunta, mais complexa será a resposta que daremos à segunda.

Devendo encontrar-se na base o domínio dos conceitos de teoria e metodologia de treino desportivo, urge a necessidade de uma familiarização de metodologias complementares que nos permitam realizar uma abordagem multidisciplinar ao processo de treino do atleta.

Devemos encarar o atleta como um sistema complexo, que possui um largo conjunto de variáveis com diferentes graus de intervenção na performance. Desta forma, balizado pelas informações recolhidas no processo de anamnese e avaliação, a abordagem ao processo de treino deverá ser o mais holística possível, respeitando a individualidade do atleta e procurando considerar as várias dominantes do mesmo (técnico, tático, mental, social, físico, etc).

Ao responsável por guiar todo este processo, exige-se assim capacidade de ter uma linguagem comum com os vários intervenientes (médico, fisioterapeuta, nutricionista, treinador, etc), permitindo que seja mantida uma coerência no trabalho realizado com o atleta.

joao_peralta_1205042806Tendo em conta o referido, a resposta à pergunta Quando? terá que ser eloquente: SEMPRE!

Ajustando meios e métodos a condicionantes como o período da época, planeamento da equipa (se for o caso…), fases de maturação, objectivos individuais, etc., a abordagem individualizada ao processo de treino poderá/deverá surgir ao longo de toda a época e carreira desportiva.

João Peralta

Licenciado em Desporto e Educação Física pela FADEUP com Especialização em Treino de Alto Rendimento no Atletismo e formador do curso de Treino Individualizado para a Performance (http://bit.ly/1hh2QNO) e Treino Excêntrico (http://bit.ly/1NwIf2r).

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