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Bwizer, Comunicação, Geral, Hugo Belchior

Árvores e Pedras | por Hugo Belchior

AZRuP9CNBIA minha mãe diz-me algumas vezes que a sua mãe lhe dizia volta e meia que “só se atiram pedras a árvores com frutos”.

Dou comigo a pensar nestas sábias palavras sempre que vejo chegar mais uma pedra. E outra. E outra.

Quem decide estar no mundo empresarial e, em bom rigor, quem opta por fazer alguma coisa que lhe dê algum destaque, seja fisioterapeuta, médico, gestor, treinador, atleta ou varredor de ruas, arrisca-se a ser criticado. Não há alternativa; é da natureza humana criticar quem se possa destacar.

Aliás, há apenas uma solução para não se ser criticado “pelos outros”: nada fazer. Não incomodar ninguém. Não tornar mais difícil a vida desses “outros”, obrigando-os a correr um pouco mais.

Essa vida, fora do confronto, pode talvez ser mais tranquila mas, para mim, é seguramente menos interessante. É uma não-vida.

Quando, aos 25 anos, decidi iniciar o meu primeiro projecto empresarial, tinha alguma ideia de que isto poderia acontecer. Tudo ficou muito mais claro quando, algum tempo depois, lancei a Bwizer e, com isso, agitámos as águas da formação para fisioterapeutas (nessa altura, era esse o nosso único mercado). Desde essa altura, em 2008/9, até agora, as pedras que nos vão sendo lançadas têm aumentado. De tamanho, de refinamento, de intensidade. É ao ritmo do nosso crescimento…

O que os donos dessas pedras não sabem, é que as pedras que se atiram às árvores com frutos têm um magnífico efeito boomerang. E porquê? Porque o sucesso das empresas – e a Bwizer tem tido sucessos sucessivos – é apenas o reflexo das escolhas dos clientes. E nós, felizmente, temos muitos e bons clientes. E, cada ano, mais.

Este crescimento surge pela nossa aposta em evoluirmos enquanto empresa, com uma aposta significativa no serviço ao cliente, na diversidade de produtos, no alargamento da nossa base de clientes, num marketing mais inteligente e, sobretudo, este crescimento vem de acrescentarmos cada vez mais valor ao nosso cliente. Com muito profissionalismo.

E isso, incomoda sempre alguns.

E quem se incomoda, tem duas formas de reagir. Uma, de quem sabe estar num mercado concorrencial, é tentar acrescentar ainda mais valor e, assim, inverter as posições relativas no mercado. É desafiante – o tipo de desafio que eu gosto – mas dá trabalho. A outra forma, mesquinha – sempre reflexo do carácter de quem a segue – é a da maledicência, mais ou menos subversiva. Uma maledicência que visa sempre a manipulação da opinião dos mais incautos. É, admito, uma estratégia que tem os seus frutos. Mas, paradoxalmente, estes frutos são o alimento do seu fim porquanto se transformará sempre numa estratégia de espartilhamento estratégico e comunicacional. Numa palavra, uma estratégia autofágica. E esta autofagia decorre de um pecado capital. É que, cada pedra atirada com a bílis da crítica cobarde, é uma pedra que acerta sempre em cada um dos clientes que está na base do nosso crescimento. E, está bem de ver, ninguém gosta de ser manipulado nem levar com pedras que o insulta de energúmeno, porquanto as suas decisões não seriam decisões inteligentes.

coiseQuanto a mim, vivo bastante bem com essas pedradas. Mais, confesso que até me dão um gostinho especial. É que, enquanto uns gastam o seu tempo, energia e imagem a atirar pedras, eu estou umas milhas à frente, a plantar novos pomares.

Um abraço,

Hugo Belchior

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