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Bwizer, Geral, Hugo Belchior

Aprender com os erros é fundamental | por Hugo Belchior

blue-sea-3Há algum tempo estava numa esplanada, a trabalhar um pouco. Era uma manhã de Sol em Matosinhos, sem demasiado calor e um ligeiro vento Norte. Quem conhece a costa Norte portuguesa sabe bem que é fácil haver vento muito forte. Não era o caso naquele dia. Era pouco mais do que uma suave brisa. Mas era o suficiente para estar a dar luta a um miúdo, talvez de 3 ou 4 anos, que tinha que empurrar uma bola, grande e muito leve, em direcção ao seu pai, que o chamava. O pai estava a norte do miúdo e portanto, ele tinha que levar a bola contra o vento.

Ele tentava e chutava a bola, no seu gesto desajeitado. E a bola acabava sempre por ir para trás, empurrada pelo irritante vento.

E o rapazinho voltava atrás e dava novo chuto. E a bola, malandra, não lhe obedecia. Percebendo que o chuto não funcionava, começou a tentar conduzir a bola com o pé. Mas, sempre que o gesto era menos correcto, lá escapava de novo.  E, uma vez mais, voltava para a buscar.

Em poucos minutos, enquanto o pai o continuava a chamar, aquela criança praticou o mesmo gesto dezenas de vezes. Dezenas, literalmente. Apeteceu-me levantar e ajudá-lo mas percebi que aquilo era uma metáfora perfeita da vida e do crescimento: só se evolui tentando, dezenas, centenas, milhares de vezes. É com a repetição que automatizamos as coisas e que ganhamos proficiência.

Naquele dia, o vento foi demasiado forte para a competência daquele miúdo e o pai teve que ir buscar a bola por ele. Um dia, contudo, o vento não será adversário nenhum e até o usará a seu favor.

Lembro-me desta imagem ao constatar, por outras razões, que os adultos perderam muitas vezes a disponibilidade para lutar contra o vento, para tentar, errar, e tentar de novo. Há demasiados adultos que falham à primeira, falham à segunda, talvez à terceira e depois, desistem. Como se tudo se pudesse aprender de um dia para o outro, sem cair e voltar atrás inúmeras vezes como aquele rapazinho da bola teve que fazer.

hugo2Como é consigo? Quer dominar a bola ou vai deixar que uma suave brisa o deite por terra?

Boas férias, se for caso disso.

Um abraço do,

Hugo Belchior

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